Lutheria Brasil
Atrações Principais - Espaço Sonoridades (Shows)
 
 
 
 
 
O cantor e compositor Chico César mergulha no espírito duas principais festas populares nordestinas (o carnaval e os festejos juninos) para criar um disco alegre em que o foco encontra-se na força dos ritmos que animam essas festas: o frevo e o forró. E ainda no diálogo que esses ritmos têm naturalmente com bits universais. Por exemplo: o xote com o reggae, o frevo e o arrasta-pé com o ska. No que se refere especificamente ao frevo, uma novidade: a junção da linguagem das orquestras de metais de Pernambuco com a guitarra baiana dos trios elétricos da Salvador dos anos 70, em que a folia estava sob o comando de Dodô e Osmar. Para buscar uma sonoridade universal chamou o produtor Bid (o mesmo do segundo disco de Chico Science e Nação Zumbi), com quem divide a produção do álbum. A mixagem é de Mário Caldato Jr. O tempero nordestino fica por conta da presença de músicos da Paraíba, da Bahia e de Pernambuco. Entre eles, o grande Armandinho e seu pau elétrico (homenageado no disco) e Spock e sua orquestra (representando a renovação do gênero pernambucano).Entre os convidados a voz do frevo Claudionor Germano, um verdadeiro mito que segue cantando com voz firme como nos velhos tempos da gravadora Rozemblit. Dominguinhos empresta sua voz e sanfona na música “Deus me Proteja” e Seu Jorge é o convidado em “Dentro”. O disco é composto basicamente de inéditas do próprio Chico César. Com apenas uma regravação: a "Marcha da Cueca", do já falecido e também paraibano Livardo Alves ("Eu mato, eu mato quem roubou minha cueca pra fazer pano de prato...). Enfim, um disco leve para tocar nas ruas e nas pistas, com forte apelo regional e internacional. Para levantar a poeira e o astral, inspirado no saudável estado de espírito com o qual o povo nordestino encara e faz suas festas.
 
 
                                                                                                                                                          
 

Com cerca de seis anos de experiência em shows, projetos e apresentações, o “Choro das Três” é formado pelas irmãs - Corina, Lia, Elisa e o pai Eduardo, representando o perfeito choque entre o tradicional e o novo, sendo um dos grupos de maior prestígio no concorrido mercado musical.

 

O show conta com uma grande diversidade de instrumentos (flauta, flautim, bandolim, banjo, clarinete, cavaquinho, violão e percussão), visual alegre e principalmente com repertório diversificado, passando por clássicos do choro a composições atuais, onde o grupo executa melodiosas valsas, músicas rápidas, desafiadoras e dançantes. Somente quem assiste ao vivo pode perceber a vibração e a interação entre os músicos, seus instrumentos e a platéia.

 

O Choro das Três tem conseguido agradar pessoas de todas as faixas etárias, classes sociais e lugares, conquistando o sucesso em suas apresentações, procurando sensibilizar o público com a música instrumental brasileira.

 
 
                                                                              
 

O excelente disco de estréia de Ana Cañas prima por ser autoral, audacioso e distante do que se convencionou denominar MPB. Amadurecida por mais de cinco anos em jam sessions na noite de São Paulo, a cantora imprime nas canções do álbum uma atmosfera jazzística, usando e abusando de um andamento musical imprevisível e inovador. Carismática, sua poderosa voz de contralto fez dela uma das grandes descobertas recentes da música brasileira, antes mesmo de gravar o primeiro disco, já sendo apreciada por gente como Chico Buarque, Toquinho, Seu Jorge e uma infinidade de jazzófilos que batem ponto no Baretto, muito provavelmente o melhor piano-bar do Brasil, onde Ana se apresentou nos últimos anos.


Outra faceta da artista que não pode ser desconsiderada é o fato de ela ser formada em artes cênicas. Ana diz que o teatro brasileiro não perdeu nada, muito pelo contrário, com sua desistência de ser atriz para abraçar a música, mas a verdade é que ela veste e interpreta as canções de uma forma tão particular e plena que mais parece possuída por uma personagem. O vasto leque de nuances tonais da belíssima “Cadê você” explicitam esse traço da Ana cantora.

 
                                                                                 
 

Cantor, compositor e instrumentista, natural de São José do Rio Preto (SP), André Madi se consagra atualmente no cenário musical independente. Neste show,  "Os Olhos Musicais", o artista traz releituras de canções consagradas e também composições próprias. Parcerias ao lado de Tito , Arthur Maia, João Viana e Kay Lyra dão um toque especial ao trabalho do músico.

 

Autodidata, produziu seu primeiro disco solo em 2001, Os Olhos Musicais, trabalho praticamente autoral e independente. O CD, que conta com a participação especial do renomado contrabaixista e produtor Arthur Maia, recebeu elogios de artistas consagrados como Djavan, Chico Pinheiro, Chiquito Braga, Ronaldo Bastos e motivadores elogios do primo e padrinho Tito Madi. 

 

Aos 32 anos, André  desenvolveu um estilo particular, que lhe rendeu os prêmios de melhor música ("Samba Partido") e melhor arranjo, no Festival Nacional de Música de São José do Rio Preto, em 2005, conquistando o segundo lugar na classificação geral e a premiação de seu arranjo. Passando da marca de mais de 200 composições de sua autoria, André está empenhado no lançamento de seu próximo trabalho, a segunda edição de seu primeiro CD, revisada e ampliada que contará com as participações de Tito Madi, Arthur Maia e Kay Lyra.

 
                                                                                               Atrações Principais - Espaço Cego Oliveira (Concertos)


                                                                                     

Radicada em Basel na Suíça, em “Todo o Amor Desta Terra”, a soprano internacional Marília Vargas, passeia pelo cancioneiro paranaense, mostrando um Brasil em miniatura, iniciando pela primeira peça pianística de cunho nacionalista a ser escrita no Brasil, datada do século XIX, composta pelo paranaense: Brasílio Itiberê da Cunha e nomeada "Sertaneja", inspirada em peça folclórica do Rio Grande do Sul. 

 

Neste concerto a soprano faz uma amostragem da música composta para voz e piano por compositores eruditos paranaenses, que bebendo na música popular e nas influências indígenas, paraguaias, catarinenses, gaúchas, paulistas, cariocas, matogrossenses, alemãs, polonesas e italianas, construíram uma bela produção musical local.

 

A apresentação montada em tournée da soprano na Itália, traz canções de Bento Mossurunga; Alceo Bocchino; José Penalva; Henrique Morozovicz (Henrique de Curitiba).  E serve como uma "avant-première" do cd que será lançado por Marília Vargas em março de 2009.
 

                                                                                         

 
SPES, emprestado do latim, significa "esperança", a segunda virtude teologal.
 
O Duo SPES iniciou suas atividades em 2006 atuando principalmente na área pedagógica, divulgando a música erudita e brasileira. Em janeiro de 2008, o grupo fez sua primeira tournée na Europa, estreando o piano-trio de Paulinyi na Espanha (Madrid e Béjar), França (no Maison du Brésil e Embaixada em Paris), nas capitais da Hungria e Inglaterra.
 
Neste recital o programa mostra o fagote solo nas peças de Francisco Mignone (São Paulo, 1897 – Rio de Janeiro, 1986). Mignone recebeu bolsa brasileira para estudar no conservatório Verdi em Milão, tornando-se um regente que divulgou fortemente a música moderna brasileira na Europa.
 
As obras de Paulinyi se aprofundam nas imagens mergulhadas no inconsciente. Os títulos vagamente revelam a idéia condutora. A surpresa é perceber o inesperado. Por exemplo, o "Biduo d'ouro" trata dos dois caminhos que temos que escolher: o certo e o errado. "Pluma" e "Sonhos Sonoros" são pequenas poesias musicais.
 
Flausino Valle (Barbacena 1894 – Belo Horizonte 1954), também contemplado no concerto, foi um dos maiores violinistas brasileiros, ganhando projeção internacional particularmente através de suas composições, principalmente após Heifetz interpretar uma de suas músicas. O próprio Villa-Lobos chamava-o de "Paganini Brasileiro". Suas composições são miniaturas brilhantes que retratam o mais íntimo da cultura mineira, incorporando a presença da natureza por meio dos cantos de pássaros e efeitos sonoros das fazendas e dos campos.
 
O recital traz ainda como grata surpresa, uma rara cópia da viola-pomposa " La Parmigiana" de Guadagnini, na montagem original de 5 cordas. Este instrumento, único noticiado em toda a América, foi feito pelo luthier Carlos Martins del Picchia (12/2006), o arco utilizado é o H. Pfretzschner, do século XIX e a execução fica a cargo de Zoltan Paulinyi e Iracema Simon.  
 
                                 
  

O fagote, instrumento musical comum em orquestras, mas em apresentações individuais nem tanto, vai ser o protagonista de um espetáculo bem brasileiro, onde poderão ser ouvidas “músicas de inspiração mais ou menos popular por um instrumento não tão popular assim”. O mentor da idéia é o fagotista e artesão Hary Schweizer, que pelos caminhos do acaso se transformou no único fabricante desse instrumento na América Latina.

 

O roteiro do recital tem concepção idêntica à do CD “Com licença!...”, lançado em 2006, que retrata momentos quase que autobiográficos de Hary Schweizer, que enfocam seu lado intérprete, seu lado professor e seu lado artesão. O CD mereceu elogiosas críticas de músicos tanto brasileiros quanto estrangeiros.

 

Diferente do CD, que contava com vários músicos convidados, neste recital o solista será acompanhado apenas pelo piano num repertório que explora a sonoridade do fagote em toda sua extensão, valendo-se para isso de obras dos compositores Heitor Villa-Lobos, Ernesto Nazareth, Benny Wolkoff, Chiquinha Gonzaga, Ernst Mahle, Emílio Terraza e Francisco Mignone. O espetáculo conta em seu roteiro também com o documentário O Artesão do Vento, de Dora Galesso, que mostra o lado artesão de Hary Schweizer, retratado em seu ateliê, mostrando algumas etapas de confecção de um de seus instrumentos.

 

Intérpretes: HARY SCHWEIZER (fagote) e ELZA KAZUKO GUSHIKEM (piano).